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Vegetarianismo, sustentabilidade e bem-estar

Por preocupações com a saúde, com o bem-estar dos animais e também do meio ambiente, o vegetarianismo tem se destacado como uma tendência a ser seguida. Mas quais seriam os verdadeiros impactos dessa mudança? Vem entender melhor, miga!

Vegetarianismo e seus diferentes formatos

Antes de você saber sobre os impactos que este estilo de vida pode trazer ao bem-estar dos seres humanos, dos animais e do planeta, é importante destacar que o vegetarianismo pode ter vários formatos. Aqui estão os principais:

  • Ovo lacto vegetarianismo: há o consumo de ovos, leite e substitutos na alimentação;
  • Lacto vegetarianismo: há o consumo apenas de leites e substitutos;
  • Ovo vegetarianismo: há o consumo apenas de ovos;
  • Vegetarianismo estrito: não há consumo de alimentos de origem animal.

Além disso, há também o veganismo, que abrange características da categoria “vegetarianismo estrito”, em relação ao consumo alimentar. Mas o veganismo também envolve a restrição de produtos com componentes animais, como cosméticos, vestimentas, etc. Você sabia sobre essas diferenças, miga?

Mas e o impacto ambiental?

Você tá preparada para essas informações, miga? Então, vamos lá!

A pecuária é uma das atividades mais impactantes para o meio ambiente. O gado é criado em sistema de confinamento, ou seja, eles ficam a vida toda apertadinhos em uma área pequena. E, como vivem sob péssimas condições, o risco de infecções aumenta. Por isso, além da ração, os animais recebem antibióticos (sem contar que, apesar de proibido no Brasil, ainda há a utilização de hormônios de crescimento – péssimo).

Além disso, grande parte dos grãos produzidos (milho e soja) é destinada à alimentação do gado. E se projetássemos a utilização desses grãos diretamente em nossa alimentação, a produção não precisaria ser tão elevada assim.

Neste sentido, com o aumento da produção de carne, há também a necessidade de aumentar a produção desses grãos. Por isso, esta tem sido a principal causa do desmatamento. Sendo assim, a perda da biodiversidade é cada vez maior (PELO AMOR DA DEUSA SOS). Ou seja, diversos animais e plantas nativos sofrem, ao longo do tempo, a extinção.

E adivinha? Outra consequência (kkcrying): ao remover a vegetação para formar pasto, ocorre um desequilíbrio no solo. Ele fica mais arenoso, pobre e compactado. E por ficar muito tempo nessas condições, perde a possibilidade de rebrotamento, ou seja, fica com aquele aspecto de deserto, sabe? Dessa forma, ocorre o aumento da temperatura nesta área – alô, aquecimento global.

Área desmatada em Mato Grosso do Sul para plantio de soja, em imagem do Greenpeace (Foto: Divulgação/Greenpeace). Fonte: Época Negócios – Globo.

Logo, concorda que a alimentação vegetariana otimizaria todo esse processo produtivo, miga? Sem contar que toda a exploração excessiva de terras também não existiria, permitindo áreas reservadas para os nossos ecossistemas naturais. Um mundo perfeito, né? O SONHO.

Verdades sobre o vegetarianismo

“Mas como assim parar de comer carne?”, “E as proteínas?”. Quem já passou por essa transição com certeza já ouviu essas e outras perguntas. Porém, a alimentação vegetariana, desde que bem planejada e diversificada, é rica em diversos nutrientes.

O aporte de proteínas é facilmente adquirido através de alimentos de origem vegetal. Primeiro, você precisa saber o que é uma proteína, miga. Imagine um muro. Ele é a proteína. E os tijolos são os aminoácidos. Alimentos de origem animal possuem todos os aminoácidos. Já os alimentos de origem vegetal possuem somente alguns.

Porém, se você aliar alguns alimentos eles se complementarão. Um exemplo é o famoso arroz e feijão (e ainda tem gente que fala que  é caro ser vegetariano kaka). Além disso, você não precisa se limitar apenas com essa combinação. Grão-de-bico, lentilha, castanhas, quinoa… Temos uma diversidade enorme de alimentos!

Por outro lado, muito se fala sobre as deficiências nutricionais que a alimentação vegetariana pode trazer. Dentre os nutrientes que necessitam de maior atenção estão:

  • Ferro: O ferro de origem vegetal é melhor absorvido quando há a presença de vitamina C na mesma refeição. Então inclua frutas ricas nesse nutriente em refeições principais como almoço e jantar.
  • Cálcio: O cálcio pode ser adquirido de algumas fontes alimentares como gergelim, brócolis, couve e alimentos fortificados, como bebidas vegetais.
  • Vitamina B12: A vitamina B12 normalmente precisa de maior atenção quando você exclui qualquer alimento de origem animal, já que este nutriente é encontrado nesses alimentos. Neste caso, normalmente este nutriente é suplementado.
  • Ômega 3: O ômega 3 não está presente somente no óleo de peixe. Você também encontra em sementes de linhaça ou chia.

Lembrando que é sempre importante buscar um profissional para te ajudar, viu, miga?

Não quero ser vegetariana, mas apoio a causa

E após conversarmos sobre todas essas questões, você ficou pensativa, né? Ser ou não ser, eis a questão. Bom, sei que a mudança pode ser muito drástica e tudo bem se você não quiser entrar no mundo do vegetarianismo, viu? Mas sabia que mesmo assim ainda há outra forma de apoiar a causa?

Neste sentido, existe uma campanha chamada Segunda Sem Carne. Ela traz conscientização às pessoas sobre os impactos do consumo de produtos de origem animal e sobre o bem-estar dos seres humanos, dos animais e do planeta. Além disso, incentiva a descoberta de novos sabores, aproveitando o dia mundialmente conhecido por trazer mudanças e transformações: a famosa segunda-feira.

Essa campanha já existe em mais de 40 países e é apoiada por diversos líderes internacionais. Aqui no Brasil, foi lançada em 2009 e hoje em dia conta até mesmo com o apoio de empresas, atores, cantores, etc.

E acredite, miga, apenas um diazinho na semana sem o consumo de produtos de origem animal pode impactar MUITO! Só para você ter uma noção, são cerca de 14 kg de CO₂ a menos (equivalentes a 100 km rodados com um carro comum), sem contar a economia de 3,4 litros de água (equivalentes a 26 banhos de cerca de 15 minutos).

Além disso, você contribuirá para menor produção de produtos de origem animal e para a sua saúde, já que buscará novos sabores, texturas e cores!

Então, miga, não pense que você não fará diferença, porque fará SIM! A mudança começa por você (inclusive, em sua própria empresa)! Então, que tal buscar o consumo mais consciente? Ah! E por fim, caso queira começar a transição para a alimentação vegetariana, busque um nutri para te ajudar, viu?

Nutricionista, anti-dietas da moda e debochada. Me especializei em nutrição comportamental e esportiva com foco em qualidade de vida e desenvolvi um formato de atendimento humanizado com o intuito de ajudar pessoas a conquistarem autonomia sobre a alimentação de forma amigável, leve e sem restrições. Defensora de corpos livres de padrões estéticos.

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